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sábado, 20 de agosto de 2016

(POLÍTICA) Estudantes e professores questionam prefeito em mais uma Live




A campanha eleitoral começou em Apodi. E os candidatos têm usado frequentemente a grande rede para apresentar seus perfis e projetos ao povo. O nosso prefeito, professor Flaviano Monteiro larga na frente no uso de mídias e de redes sociais. Neste sábado, sua equipe de produção promoveu mais uma Live (transmissão ao vivo) pelo Facebook. 

E mais uma vez o prefeito foi sabatinado pelos internautas. O tema em pauta foi a EDUCAÇÃO, o que rendeu uma avalanche de comentários enviados por professores e estudantes. O fato é que, apesar de Flaviano insistir em argumentar que investiu na educação e que tem ações realizadas nesta área, os professores e muitos estudantes discordam do seu discurso. 

Muitos educadores questionaram sobre a falta de reposição salarial que já dura mais de quatro anos e estudantes sobre transportes, setor no qual ocorreram vários problemas. Primeiro porque o gestor deixou de oferecer o transporte universitário gratuito, como havia prometido na campanha de 2012 e até tentou cumprir em seu primeiro ano de mandato. Segundo porque neste ano de 2016 encerrou o convênio com a rede estadual, decisão que acabou por deixar alunos estaduais que moram na zona rural sem aulas durante o início do ano letivo. 





O prefeito e sua equipe têm tentado dá respostas convincentes acerca destes dois assuntos. As opiniões do povo se dividem. Mas a insatisfação de servidores e estudantes tem sido claramente visível. 

Por Mônica Freitas 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

AL/ RN aprova Lei referente à convocação de concursados por correspondência com Aviso de Recebimento






Foi pouco divulgado, mas no dia 14 de julho de 2016, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, em sessão plenária, um Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Gustavo Fernandes (PMDB) que determina a convocação dos aprovados em concursos públicos por meio de correspondência endereçada a eles, com Aviso de Recebimento (AR).


Trata-se de uma iniciativa que visa evitar problemas de candidatos que realizam concursos públicos e acabam perdendo a vaga por não saberem que foram convocados. Isto porque, até a aprovação desta lei, as convocações eram realizadas somente por meio do Diário Oficial do Estado (DOE), uma imprensa muito restrita, que nem todo mundo tem o hábito de consultá-la. Com a convocação por correspondência, com o AR, espera-se acabar esse transtorno. 
O Projeto de Lei está em espera pela sanção do Governo do Estado.

Informações extraídas do Portal no Ar/RN

(POLÍTICA) Venda, troca e mamada: as máscaras que caem no período eleitoral




"Os eleitores são, na sua maioria, um bando de pidão. Acabem com essa mania. Vamos pedir para a melhoria da coletividade, da saúde, da segurança pública, da educação, vamos ver quem são os candidatos que têm propostas reais, com plano de governo montado, conhecer o passado de cada um. Vamos escutar, vamos acreditar. Não querer pedir um emprego na prefeitura, uma vaga em uma empresa terceirizada, um cimento, tijolos, pagar água, luz. Nessa situação quem se prejudica é o povo" 

Estas foram palavras proferidas pelo juiz de Direito Herval Sampaio Júnior, que é Mestre e Doutorando em Direito Constitucional, Especialista em Processo Civil e Penal e Professor da UERN e da ESMARN. 

Analisando as palavras desse magistrado e olhando o caráter que se instala nas relações sociais durante a campanha eleitoral em nosso município de Apodi, parece que a carapuça nos serve muito bem. Não é difícil perceber a profundidade de "desabafos" que se revela no discurso dos eleitores nas redes sociais. 

A cena das máscaras caindo neste momento é protagonizada pelos eleitores. A dos políticos eleitos vão cair durante os anos que ele assume o cargo. 

Ninguém admite o perfil citado pelo juiz e nem que seu candidato foi (quando busca a reeleição) ou é um vendedor de ilusões. E mais difícil ainda é alguém atuar como opinador no Facebook ou no Whatsapp sem deixar implícito que valoriza a cultura da venda e da troca do voto, ou seja, os indicadores de que as defesas e ataques são intencionalmente produzidos, não para beneficiar a coletividade, mas a si próprio, se fossem estudados metodicamente, com certeza revelaria um elevado índice de "eleitores corruptos". Sim! Não se assustem, eleitorado corrupto de onde saem todo o conjunto de nossos políticos é uma realidade.

Será fácil entender agora porque nos falta (falo coletivamente) quase tudo? 

Por Mônica Freitas 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

(CAMPANHA 2016) A inovação no perfil do cabo eleitoral: patrocinado para espalhar


Observando a realidade da campanha eleitoral deste ano, uma reflexão surgiu na minha mente: uma figura histórica em campanhas eleitorais no Brasil é o chamado CABO ELEITORAL e muitos pensam que este personagem enfraqueceu no decorrer das campanhas. Mas, não. Ele apenas passou por uma transformação. 

Por longos anos, antes do surgimento da tecnologia que trabalha a imagem, a visualização dinâmica da vida por meio da TV e até mesmo do rádio, este personagem era presente nas casas dos eleitores, levava e trazia as mensagens de candidatos a eleitores e até auxiliava no chamado "agrado" para o eleitor cotar em determinado candidato. Hoje, esta prática é totalmente condenada por Lei e quem o fizer certamente vai ser perseguido pelos agentes fiscalizadores do partido adversário. 

Mas, o cabo eleitoral na sua versão mais atual tem ganhado uma roupagem inovadora. Sendo que, tenho notado que os eleitores e até mesmo alguns partidos e seus candidatos têm deixado isso passar despercebido. 

Na verdade, com o avanço tecnológico da grande rede mundial de comunicação, a internet, o cabo eleitoral é virtual, às vezes nem tem um rosto fixo e visto elo eleitor, é de perto ou de longe e pode atingir o público alvo de um candidato de forma muito mais eficiente. E isto ocorre porque inquestionavelmente, o acesso a aplicativos de comunicação virtual e a sites, blogs e mídias foi totalmente popularizado. 

Mesmo os mais velhos, que se imagina não terem acesso aos computadores, smartphones, tabletes e notebooks podem ver tudo. Isto porque, há sempre alguém que tem acesso disposto a mostrar o que ocorre no dia-a-dia do Whatsapp, Facebook e blogs. Sem contar que esta última ferramenta, juntamente com as páginas de notícias das da grande imprensa são fontes de pesquisa para os noticiários de rádios instaladas nas mais diversas localidades do país, tanto as AMs quanto as FMs.

Tudo é utilizado à vontade, às vezes com displicência dos próprios usuários, que aqui e ali vão aos bancos do poder judiciário, mas, na maioria das vezes de uma forma em que as mensagens demonstram a tendência por um partido ou outro, de forma implícita. Algo que nem sempre o eleitor tem formação instrucional e capacidade de compreender e interpretar. E é justamente neste aspecto que mora o perigo. 

Blogueiros, administradores de grupos de redes abertas como o Facebook e de aplicativos mais restritos como os do Whatsapp, que já estão disseminados popularmente e fazem sucesso entre eleitores mais novos, de meia idade e também mais idosos, são os tipos mais contemporâneos de CABO ELEITORAL. E mais, muitos são pagos para isso, são patrocinados por partidos não somente para publicizar, fazer propagandas ou "costurar" perfis de candidatos. Eles também pagos para DISSEMINAR boatos, destruir imagens de qualquer um candidato e às vezes até dos próprios eleitores. 

O CABO ELEITORAL da internet precisa ser considerado pelo eleitor. Muitos grupos de Whatsapp que estão em pleno vapor na toca de mensagens diárias, não têm a função se simplesmente brincar, comunicar, interagir inocentemente. Têm uma função IMPORTANTE para os candidatos e o eleitor tem que está atento ao receber as informações divulgadas nesses grupos. 

Vale ainda ressaltar que tais ferramentas estão disseminadas por todos os lugares do Brasil. Aqui em Apodi tem se tornado moda as discussões e postagens de boatos por essa via. Basta ter um servidor de internet à disposição ou uma Wifi. Tudo será possível. 

Por Mônica Freitas 



sábado, 13 de agosto de 2016

(POLÍTICA) PLC 257 aprovada: saiba quais dos nossos deputados foram a favor

A PLC 257 na madrugada do dia 11 e dos 424 votos computados, 282 votaram a favor do Projeto e 140 votaram contra. Resta agora a parte do Senado, o que não guarda nenhuma esperança para o trabalhador. 


O argumento principal é o limite de gastos e diz-se que os Estados têm que cumprir essa lei complementar para poder renegociar a dívida dos Estados com a União.
Dos oito parlamentares do RN, eis os que votaram a favor: 

Walter Alves
Betinho Rosado
Rafael Motta
Fábio Faria 
Rogério Marinho 
Felipe Maia 

Praticamente quase todos votaram SIM. Como sempre, defendem as suas causas. 

Por Mônica Freitas


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

(HISTÓRIA) 5 coisas interessasntes sobre o primeiro museu indígena do Rio Grande do Norte

Isso mesmo, existe um museu totalmente indígena em terras potiguares, que é inclusive o primeiro museu indígena do Rio Grande do Norte.

Ele fica localizado na cidade de Apodi


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Que por sua vez fica na mesorregião Oeste Potiguar.

O museu é uma homenagem a uma guerreira indígena que foi brutalmente assassinada



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A apodiense Luiza Cantofa, assassinada na cidade de Portalegre/RN, no dia 03 de novembro de 1825.

Atualmente ele funciona provisoriamente na casa desta mulher



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Uma pesquisadora apodiense chamada Lucia Maria Tavares, que é a Presidente do Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi (CHCTPLA), entidade mantenedora do Museu Luíza Cantofa.

Entre os seus principais objetivos, o museu quer resgatar a cultura indígena de Apodi

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E não só isso:
  • Resgatar e preservar a cultura indígena dos Tapuias Paiacus, porque eles foram um marco histórico na formação do município de Apodi;
  • Promover e apoiar ações que contribuam para o resgate, divulgação e valorização da arte e da cultura indígena;
  • Estimular a parceria, o diálogo local e solidariedade entre os diferentes segmentos sociais, participando junto a outras entidades de atividades que visem interesses comuns;
  • Apoiar, bem como promover, ações sustentáveis que contribuam para a preservação ambiental, de modo especial, da Lagoa do Apodi, que em suas margens foram realizadas atividades como plantação, pescaria, dentre outras pelos referidos nativos, de onde veio as surgir a cidade.

Ele abriga várias peças e artefatos feitos pelos índios primeiros donos da terra


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Os Tapuias Paiacus foram os primeiros habitantes das terras apodienses.
Que trabalho excelente, hein? Parabéns. E para visitar o Museu do Índio Luíza Cantofa, agende a sua visita pelo número (84) 99914-2282.
Esta publicação foi extraída do site: https://curiozzzo.com

(POLÍTICA) Leitura de mundo no período eleitoral: uma atitude indispensável

                                      Imagem extraída do seguinte endereço: http://iracemacorreia-desabafo.blogspot.com.br (2015)

Faço um convite ao leitor deste texto para analisar de uma forma mais profunda a frase escrita pelo grande mestre Paulo Freire "A leitura do mundo precede a leitura da palavra" no livro A importância do ato de ler (1981). A escritura parece se direcionar apenas a educadores, e é, quando se olha de forma restrita, limitada ao contexto da escola. Mas, quando a direcionamos à realidade vivida pelo sujeito em suas relações sociais percebe-se sua amplitude. 

Parece-me pertinente pensar na ideia de se alertar os sujeitos dentro de suas realidades concretas, onde se misturam as diversas circunstâncias reais de vida nas quais se envolvem as diversas temáticas associadas não somente à educação, mas também às histórias de vida, à política, à economia, à inserção social  e ao mercado de trabalho e à vida dentro de um mundo e seus contextos particulares. 

Quando o referido autor faz essa afirmação, em seguida vai apresentando argumentos que nos fazem compreender e interpretar que é necessário, ou seja, indispensável que nós, enquanto seres sociais, tenhamos o cuidado de ler primeiro o mundo, para depois lermos o que está escrito. Isso significa atentar para a ideia de que precisamos ler o mundo com maior profundidade, para podermos ler e aceitar com maior credibilidade o que os outros nos disponibilizam em seus discursos. 

Não se trata de se prender em observar o comportamento do outro diante de suas atitudes mais naturais. A afirmação de que á um vínculo entre o uso da linguagem e a realidade em que cada um de nós está inserido é muito clara: "Linguagem e realidade se prendem dinamicamente" (FREIRE, 1981). E alerta-se para a profundidade de tal fato quando se fala de alguém que assume a posição de "sujeito político", onde o autor destaca a exigência de saber fazer uma leitura crítica do mundo e do uso da linguagem escrita e falada. Seria, portanto, o ser humano, enquanto sujeito social, está atento ao que lhe diz respeito enquanto pessoa que vive, sobrevive e depende de decisões que vão além de sua vontade, mas que estão imersas nas realidades que se delineiam a partir dos poderes constituídos para o corpo social, através de uma eleição, por exemplo.

Um olhar mais reto sobre essa questão nos leva a associar, por exemplo, o tempo atual em que se vive uma realidade bastante crítica na política nacional, mas que ao mesmo tempo desponta uma campanha eleitoral que empoderará pessoas e partidos nos cargos executivos e legislativos municipais. É observável que há muitos discursos sendo ensaiados, muitas pautas sendo colocadas a público, muitas bandeiras sendo levantadas e também muitos conflitos sendo formados. 

Uma realidade que precisa ser lida, compreendida e interpretada, não apenas pela superficialidade dos interesses particulares e muito menos dos grupos que formam um partido ou uma cor, mas por uma leitura de mundo que permita uma reflexão mais profunda sobre a posterioridade, uma vez que as escolhas feitas serão as que estarão à frente do poder durante quatro anos. 

Enfim, questões precisam ser formuladas e respostas ensaiadas: 

Quem sou eu? Que classe social ocupo? Qual a minha dependência das políticas enquanto sujeito inserido em um município? 

Que escolha faço? A que satisfaz minha necessidade momentânea ou a que não preenche meus requisitos, porém, é mais viável para todo o contexto do grupo social no qual estou inserido? 

Os candidatos que vou votar são novos ou têm experiências? 

Se novos, como vivem? Com quem vivem? Que ideologia seguem? Qual seu comportamento social perante o mundo e a diversidade presente neste? 

Se são experientes, o que disseram em seus discursos foi cumprido na prática? Ou eles prometeram e cumpriram? Ou ainda, não prometeram, mas fizeram, mesmo sem nunca prometer ou se comportaram de forma duvidosa quanto questionados sobre o assunto em seus mandatos anteriores? 

Estas e muitas outras questões são imprescindíveis para que se chegue a uma leitura do mundo eleitoral que desponta nos próximos 50 dias. Nada disso pode ser vinculado à ideia da simpatia que se baseia no marketing elaborado para cada um dos candidatos. É preciso perceber se a imagem criada para o período pertence mesmo à pessoa que vai cuidar do nosso patrimônio.


Por Mônica Freitas